“Estou indo para fazer um teste, não a nada definitivo, mas tenho muita esperança que dê certo”, falou com exclusividade o recebedor do Corinthians Steamrollers. “Tenho um grande amigo que é técnico de uma equipe de lá, e o que ele me passou é que tem muita chance de as coisas darem certo por lá. Estou confiante”.

Mega sofreu alguns percalços durante a carreira, principalmente devido a contusões, que lhes tiraram algumas oportunidades em outras épocas. Convocado para o Mundial de Ohiode 2015 pelo Brasil Onças, o jogador estava com passagem comprada quando sofreu uma contusão e não pode defender a seleção. E essa não foi a primeira vez que uma contusão lhe tirou uma oportunidade.

No mês de Setembro, Mega recebeu um convite para fazer testes na CFL, liga canadense de futebol americano e a segunda maior do mundo (atrás apenas da NFL). Porém, uma semana antes, o Corinthians Steamrollers enfrentou o Campo Grande Predadores, pela Superliga Nacional, e mesmo com os treinadores e o presidente da equipe pedindo para que ele não jogasse e se poupasse para a viagem, Mega fez questão de estar em campo com seus colegas de equipe. Resultado: Uma contusão que o impediu de fazer o teste.

“Realmente, eu tinha um convite para fazer um try out em uma equipe da CFL”, Falou Victor Hugo a respeito da oportunidade. “Já estava em contato com os técnicos de lá há algum tempo, e eles já haviam visto vídeos meus e colhido informações minha. Mas eu me lesionei e acabou que não consegui viajar”.

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Conversamos também com Ricardo Trigo, presidente do Steamrollers, que pela segunda vez no ano vê um atleta de sua equipe indo atuar no país do futebol americano. O primeiro é o defensor Matheus Cavalcante, que atua no St. Thomas Chancellors, da high school.

“Victor é um dos jogadores mais sérios e trabalhadores do Brasil. Ele é tudo que um atleta de ponta deve ser: Quieto, humilde, focado, determinado e obstinado”, falou Ricardo, que também se lembrou dos percalços que o atleta sofreu na carreira, e aproveitou para desejar o melhor ao seu Wide Receiver Franchising, como ele gosta de chamar: “Infelizmente ele sofreu percalços em momentos chaves, mas agora Deus abriu as portas definitivamente, e ele vai alcançar tudo que almeja nos EUA. El não é o primeiro jogador do Steamrollers a ir para lá, mas com certeza será o melhor e abrirá as portas para mais brasileiros”.

Desde já fica a imensa torcida do Entre Jardas e com certeza de nossos milhares de leitores para que Victor Mega tenha sucesso nesta empreitada, e que daqui a algumas semanas possamos escrever sobre a grande notícia de um brasileiro saindo do futebol americano nacional para defender uma equipe profissional dos Estados Unidos. Boa sorte Mega!