Com recordista mundial, paralímpicos de SBC aguardam reconhecimento

Com recordista mundial, paralímpicos de SBC aguardam reconhecimento

Por: Antonio Kurazumi (kurazumi@abcdmaior.com.br)
Foto: Daniel Zappe/CPB

Apadv, associação que apoia atletas da cidade, entregou carta com reivindicações ao prefeito e não obteve resposta

Com um ouro e um bronze na Olimpíada e um recorde mundial, obtido no último sábado (22/04) por Alessandro Rodrigo da Silva, os melhores resultados da Arena Caixa de Atletismo de São Bernardo pertencem aos paralímpicos, mas eles ainda esperam por reconhecimento. Entre os sonhos merecidos, ajuda de custo e até condições para um treinamento melhor, como por exemplo um convênio médico ou acompanhamento de profissionais da área médica.

A diferença de tratamento dos atletas convencionais para os paralímpicos não se restringe à cidade do ABCD, porém, não deve ser ignorada por causa dessa questão.

“O atletismo paralímpico nunca teve patrocinadores, queremos ter condições de igualdade. Que tenha um plano de ação e execução por parte do poder público”, pede o técnico de Alessandro Rodrigo, Walter Agripino, esperançoso por boas notícias em breve.

Alessandro Rodrigo da Silva, o “Gigante”, superou recorde mundial no último sábado, mas espera por apoio financeiro de São Bernardo. Foto: Daniel Zappe/CPB

No início do mês, o prefeito Orlando Morando recebeu atletas que medalharam nos Jogos Parapan-americano de Jovens. No mesmo evento, porém, recebeu carta com reivindicações da Apadv (Associação de Pais, Amigos e Deficientes Visuais), entidade que representa a cidade nas competições de atletismo, goalball e futebol.

Os itens foram divididos em seis e vão desde a construção de uma quadra oficial para o futebol de cinco, passam pela criação de bolsa-atleta, trabalho de iniciação paradesportiva e citam pontos que interferem na vida de todos os deficientes, tal como a colocação de faróis sonoros. A promessa é de que a resposta seria dada em 15 dias, mas não foi o que aconteceu.

“Não adianta só eu colocar o atleta para correr e não entender a causa. A forma de brigar pelos direitos é por meio do esporte”, disse Walter, referência no esporte paralímpico. “É difícil fazer tudo rapidamente, mas precisamos de um cronograma para saber quando tudo sairá do papel. Estamos animados”, garante o treinador.

O secretário de Esporte, Alex Mognon, reforça as promessas. “Ficamos de dar a resposta e estamos trabalhando. Vamos valorizar o paradesporto, inclusive a questão social, com certeza.”

Entretanto, a realidade atual é que Alessandro Rodrigo, conhecido como “Gigante”, derrubou o recorde mundial do lançamento de disco no Open de Atletismo e sequer ganha ajuda de custo da cidade. Um novo contrato da Caixa Econômica Federal com São Bernardo foi assinado e já está valendo desde abril, contemplando salário dos atletas e a manutenção do centro de treinamento do atletismo.

fonte:  Abcd Maior

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